segunda-feira, 18 de agosto de 2008

as mulheres...

Que mulher nunca comeu uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade?

Que mulher nunca apertou o pé no sapato para caber,
A barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Que "dele" não lembra nem o nome?
Só as mulheres para entenderem o significado deste poema!

Estamos em uma época em que: "homem dando sopa,é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres.'' "Pior do que nunca achar o homem certo é viver pra sempre com o homem errado.'' "Mais vale um cara feio com você do que dois lindos se beijando.'' "Se todo homem é igual, porque a gente escolhe tanto???'' "Príncipe encantado que nada... Bom mesmo é o lobo-mau!!Que te ouve melhor...Que te vê melhor...E ainda te come!!!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A sagitariana

As mulheres sagitarianas
São abnegadas e bacanas
Mas não lhe venham com grossuras
Nem injustiças ou censuras
Porque ela custa mas se esquenta
E pode ser muito violenta.
Aí, o homem que se cuide...
- Também, quem gosta de censura!

Vinicius de Morais

quarta-feira, 18 de junho de 2008

mais um dia que já está terminando...

Hoje eu acordei com uma vontade louca de fugir de casa, e de andar por aí seu rumo, sem destino... era uma vontade tão grande de viver intensamente a vida, de não deixar nem um segundo dela passar sem ser muito bem aproveitado... de agir somente pelo impulso, de correr riscos, de ir até o limite. E depois, quando eu estivesse enjoada, de saco cheio de tudo, recomeçar. Mas aí, eu cheguei até a cozinha e vi minha mãe preparando com muito carinho o meu almoço, pensei na vida que eu tenho, na minha família, que mais parece um hospício, nos sonhos ainda não concretizados, nos melhores amigos, que pra mim são os melhores do mundo, no amor pela pessoa que está ao meu lado sempre... e então aquela vontade de fugir ficou pra trás, junto com os meus sonhos mais promíscuos, com todos os meus desejos mais perversos e com os meus momentos de insanidade... voltei pra realidade e percebi que tudo o que eu preciso está aqui mesmo e que se eu não tivesse esta vida, eu não teria vida alguma...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A Suposta Existência

Como é o lugar quando ninguém passa por ele?
Existem as coisas sem ser vistas?
O interior do apartamento desabitado?
A pinça esquecida na gaveta?
Os eucaliptos à noite no caminho três vezes deserto?
A formiga sob a terra no domingo?
Os mortos, um minuto depois de sepultados?
E nós, sozinhos no quarto sem espelho?

Carlos Drummond de Andrade.